Explore a Ruptura Espontânea de Simetria, o Teorema de Goldstone e o Mecanismo de Higgs
Quando v > 0, o potencial forma uma forma de 'chapéu mexicano'. Qualquer ponto na circunferência é um estado fundamental, e essa degenerescência contínua leva ao aparecimento de bósons de Goldstone.
O campo Φ assume valores em um espaço interno n-dimensional. A simetria O(n) garante que o potencial dependa apenas de |Φ|² = ΦᵀΦ. O valor esperado do vácuo ⟨Φ⟩ indica a direção da ruptura espontânea de simetria.
O Modelo Sigma Linear é o modelo de brinquedo mais simples para entender a ruptura espontânea de simetria e o mecanismo de Higgs. Consiste em n campos escalares reais com simetria global O(n). Ajustando parâmetros, pode-se transitar da fase simétrica para a fase quebrada, observando a geração de bósons de Goldstone e a massa do modo de Higgs.
Campos escalares reais n-dimensionais são invariantes sob transformações ortogonais. O grupo O(n) tem n(n-1)/2 geradores, correspondendo a n(n-1)/2 cargas conservadas.
Quando v ≠ 0, o estado de vácuo não preserva a simetria original. O sistema escolhe uma direção específica de vácuo, levando à ruptura O(n) → O(n-1).
Cada simetria contínua quebrada produz um bóson de Goldstone sem massa. Há n-1 modos de Goldstone oscilando na variedade de vácuo.
O campo radial σ adquire massa m_σ = √(2λ)v, a única excitação massiva do sistema, correspondendo à partícula de Higgs.
Termo cinético: 1/2(∂_μΦ)^T(∂^μΦ) descreve a dinâmica de n campos escalares reais não acoplados
Termo de potencial: V(Φ) = λ/4(Φ^TΦ - v²)² tem simetria O(n), formando uma forma de chapéu mexicano quando v > 0
Na fase quebrada, decomponha o campo em modo de Higgs radial e modos de Goldstone transversais:
Oscila radialmente, restaurando o raio de equilíbrio, massa m_σ = √(2λ)v
Oscila tangencialmente na variedade de vácuo, sem força restauradora, m_π = 0
Quando o modelo sigma linear se acopla a campos de gauge, os bósons de Goldstone tornam-se a polarização longitudinal dos bósons de gauge. Este é o mecanismo de Higgs:
onde D_μ = ∂_μ + g A_μ^a T^a é a derivada covariante. No gauge unitário, os campos π são 'comidos' e A_μ^a adquirem massa m_A = gv.