Visualização da Teoria de Gauge

Explore a Simetria de Gauge, a Teoria de Yang-Mills e a Estrutura Unificada da Física Moderna

Grupo de Gauge U(1)
Constante de Acoplamento g 0.5
Intensidade do Campo 1.0

Tipo de Grupo de Gauge

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Fórmula Atual

Visualização do Campo de Gauge

O Canvas à esquerda mostra a visualização em tempo real dos campos de gauge. Linhas de fluxo coloridas representam a direção e intensidade do campo de gauge A_μ. Partículas de teste se movendo no campo de gauge demonstram o efeito da derivada covariante D_μ = ∂_μ + g A_μ.

Loop de Wilson

O loop de Wilson W(γ) = Tr P exp(ig ∮_γ A_μ dx^μ) é um observável importante invariante de gauge. A visualização abaixo mostra o transporte paralelo ao longo de um caminho fechado.

Valor do Loop de Wilson: 1.000
Propriedade U(1) SU(2) SU(3)
Tipo de Grupo Abeliano (Comutativo) Não Abeliano Não Abeliano
Número de Geradores 1 3 8
Bôsons de Gauge Fóton W±, Z 8 Glúons
Auto-Interação Não Sim Sim
Força Correspondente Eletromagnética Fraca Forte

O que é Teoria de Gauge?

Teoria de Gauge é a estrutura central na física moderna para descrever interações fundamentais. Baseada no conceito de simetria, generaliza a simetria global para simetria local, introduzindo campos de gauge para descrever forças entre partículas. Esta teoria unifica o eletromagnetismo, a interação fraca e a interação forte, formando a base do Modelo Padrão.

Conceitos Chave

Simetria de Gauge

O Lagrangiano do sistema permanece invariante sob transformações de gauge. A simetria de gauge local requer a introdução de campos de gauge para compensar mudanças nos termos derivativos.

Derivada Covariante

D_μ = ∂_μ + g A_μ substitui derivadas parciais ordinárias, garantindo invariância de gauge local e introduzindo o acoplamento entre partículas e campos de gauge.

Tensor de Intensidade do Campo

F_{μν} = ∂_μ A_ν - ∂_ν A_μ + g[A_μ, A_ν] descreve a dinâmica dos campos de gauge, contendo termos de auto-interação no caso não abeliano.

Bôsons de Gauge

A forma quantizada dos campos de gauge media as forças fundamentais: fóton (eletromagnética), bôsons W/Z (força fraca), glúons (força forte).

Ação de Yang-Mills

A teoria de Yang-Mills é a fundação da teoria de campo de gauge não abeliano, proposta por Chen-Ning Yang e Robert Mills em 1954:

$$\mathcal{L}_{\text{YM}} = -\frac{1}{4} \text{Tr}(F^{\mu\nu} F_{\mu\nu})$$

Esta fórmula elegante descreve a dinâmica dos campos de gauge. No caso não abeliano (SU(2), SU(3)), o tensor de intensidade do campo contém o termo comutador [A_μ, A_ν], levando a auto-interações entre bôsons de gauge—uma diferença fundamental em relação ao eletromagnetismo (U(1))

Teoria de Gauge no Modelo Padrão

U(1)ᵧ
Hipercarga Determina a intensidade da interação eletromagnética
×
SU(2)ₗ
Isospin Fraco Interação fraca de férmions canhotos
×
SU(3)꜀
Carga de Cor Interação forte entre quarks

O grupo de gauge do Modelo Padrão é SU(3)_C × SU(2)_L × U(1)_Y. Através da quebra espontânea de simetria via mecanismo de Higgs, SU(2)_L × U(1)_Y quebra para U(1)_{EM}, dando massa aos bôsons W e Z enquanto o fóton permanece sem massa.

Desenvolvimento Histórico

1918
Hermann Weyl tenta unificar gravidade e eletromagnetismo, propondo o conceito de 'Eichinvarianz' (invariância de gauge)
1929
Weyl e London aplicam o princípio de gauge à mecânica quântica, estabelecendo a teoria de gauge U(1) (Eletrodinâmica Quântica QED)
1954
Chen-Ning Yang e Robert Mills publicam a teoria de campo de gauge não abeliano, propondo a teoria de gauge SU(2)
1967-68
O modelo Weinberg-Salam unifica as forças eletromagnética e fraca, introduzindo o mecanismo de Higgs para resolver o problema de massa dos bôsons de gauge
1973
A Cromodinâmica Quântica QCD é estabelecida, com a teoria de gauge SU(3) descrevendo interações fortes e prevendo liberdade assintótica
2012
O Grande Colisor de Hádrons do CERN descobre o bóson de Higgs, confirmando o mecanismo de Higgs do Modelo Padrão

Aplicações e Impacto

  • Física de Partículas: O Modelo Padrão previu com sucesso bôsons W/Z, quark top, bóson de Higgs, etc., todos verificados experimentalmente
  • Matéria Condensada: Métodos de teoria de gauge são aplicados a isolantes topológicos, efeito Hall quântico, supercondutividade de alta temperatura, etc.
  • Desenvolvimento Matemático: Estimulou ramos matemáticos como teoria de fibrados, teoremas de índice, teoria de Donaldson e teoria de Seiberg-Witten
  • Teorias de Grande Unificação: Tentativa de embutir SU(3)×SU(2)×U(1) em grupos simples maiores como SU(5) ou SO(10)
  • Teoria de Cordas: A teoria de gauge aparece como teoria efetiva de baixa energia, com a dualidade AdS/CFT aprofundando nossa compreensão da gravidade